O desafio é vender

Gazeta Mercantil, 18 de Setembro de 2006

 "Para ampliar e melhorar as exportações, o empresariado brasileiro necessita vender os seus produtos e deixar de ser comprado". Esta afirmação reflete o desafio do empresariado exportador.

A produção do bem ou serviço é somente meio caminho andado; a partir daí, é que se inicia o trabalho árduo, muito bem conhecido por qualquer empresa brasileira que atua no âmbito internacional. As visitas às feiras, as negociações que muitas vezes não logram êxito por motivos quer comerciais, quer por barreiras inesperadas no exterior, quer pela falta de conhecimento de como funciona o mercado-alvo, são mostras patentes do quão difícil é o caminho para o sucesso de um produto brasileiro no exterior.

Ao se limitar à venda do produto no mercado nacional, muitas vezes, a empresa brasileira se vê em uma situação desfavorável no âmbito das negociações comerciais. Ela passa a ser "mais uma" e se torna objeto de barganha de negociadores internacionais.

A alternativa é o posicionamento ativo no exterior a fim de conquistar novos mercados, eliminar intermediários e aumentar a margem de lucro da empresa. Vender ao invés de ser comprado. Para tanto, é necessário conhecer o mercado-alvo e poder contar com estrutura favorável ao desempenho empresarial, ou seja, recursos humanos capazes de operar temas e agendas internacionais.

Nesse contexto, empresários brasileiros e alemães, em 2003, estabeleceram, em Berlim, na Alemanha, a Associação Brasileira de Comércio na Alemanha (Abras), que se constitui numa estrutura empresarial de apoio mútuo no desenvolvimento de atividades comerciais.

A Alemanha dispõe de posicionamento estratégico no centro da Europa, que permite o abastecimento de todos os mercados do centro, norte e leste europeu. Desenvolver atividades comerciais neste mercado de grande potencial econômico também não é nenhum "bicho de sete cabeças". Os regulamentos de ordem fiscal, entre outros, muitas vezes, são mais favoráveis ao empreendimento empresarial, do que os próprios regulamentos nacionais. Portanto, diante do exposto, fica clara a necessidade do Brasil concentrar esforços no sentido de ampliar seus limites comerciais.

No entanto, o empresariado brasileiro também necessita estar bem preparado para enfrentar o desafio de um posicionamento no âmbito internacional. As associações de classe ou mesmo a Apex-Brasil podem auxiliar com informações de mercado e acompanhamento in loco, além de preparação sólida no Brasil, fato por vezes desconsiderado no ímpeto de desenvolver empreendimentos internacionais.

Fato é que o Brasil precisa se preparar para os desafios do mercado internacional. Exportar não é tarefa fácil, mas se constitui em ferramenta estratégica para as empresas. O processo de internacionalização para pequenas, médias ou grandes empresas é uma alternativa de ampliação de mercados e de melhor aproveitamento dos recursos tangíveis e intangíveis das organizações. Exportação é fator de desenvolvimento e, como tal, deve fazer parte de projetos estruturais e não conjunturais. As principais vantagens da exportação são: redução de custos fixos e financeiros; diversificação de mercados e de riscos; melhor desenvolvimento de recursos humanos; aprimoramento da qualidade; promoção da empresa; e, aprimoramento do marketing. A combinação das vantagens supracitadas incorre numa maior lucratividade global da empresa. Portanto, é hora de exportar.

*Paulo Henrique Boelter - Presidente da Associação Brasileira de Comércio na Alemanha (Abras) E-mail: presidencia@abras.org

 

SPECTARIS - InfoletterAusgabe: 05/2006

Außenwirtschaft

ANALYTICA 2006 baut Brücken zwischen EU und Lateinamerika

AL-Invest LogoAuf der Messe Analytica in München trafen sich in der am 25. und 26. April europäische und lateinamerikanische Unternehmen aus dem Bereich Analysen-, Bio- und Laborgeräte zum gezielten Business Talk. Das Matchmaking wurde von der Europäischen Kommission im Rahmen des Europe Aid Programms "AL-Invest“ gefördert. Nach einem Einführungsseminar mit aktuellen Informationen zum europäischen und lateinamerikanischen Marktgeschehen hatten 50 Teilnehmer aus Deutschland, UK, Frankreich, Italien und Spanien die Gelegenheit, mit den 15 eigens zu dieser Veranstaltung angereisten Firmen aus Argentinien, Brasilien, Mexiko und Ecuador face-to-face Gespräche zu führen.

Die Teilnehmer des AL-Invest UnternehmertreffenDer lateinamerikanische Markt für Analysen- und Laborgeräte entwickelt sich derzeit wieder sehr positiv. Grund für diese Entwicklung sind die hohen Wachstumsraten in Bereichen, in denen Analyse- und Laborgeräte Anwendung finden. So zum Beispiel Qualitätskontrolle für die chemische und petrochemische Industrie und die Pharmaindustrie. Darüber hinaus steigt der Bedarf im Gesundheitswesen und im Bereich Umweltstandards durch ein erhöhtes Bewusstsein für die Wichtigkeit weltweiter Standards. Noch aber hinken die lokalen Produzenten von Instrumenten und Geräten denen der europäischen Herstellerfirmen nach. Gegenwärtig ist die Produktion Lateinamerikas auf den jeweiligen Heimatmarkt und die Märkte der unmittelbar angrenzenden Länder beschränkt. Bis zu 90% der High-Quality-Produkte müssen importiert werden. Europäische Aktivitäten beschränken sich hauptsächlich auf den Export, da wenig über lokale Unternehmen bekannt ist. Wie in vielen Industrien, die sich auf Technologie stützen, gibt es auch zwischen Europa und Lateinamerika eine signifikante Technologielücke, die jedoch kein Hindernis bei einer Kooperation ist, sonder vielmehr den Bedarf an Kooperationen verdeutlicht. Lateinamerikanische Unternehmen sind im Bezug auf Kooperationen mit europäischen Firmen sehr gut positioniert. Der Sektor ist in Lateinamerika an sich sehr wichtig, aber noch mehr im Hinblick auf die Bereiche, in der er Anwendung findet: Lebensmittelindustrie, Umwelt, Gesundheit und Krankheitskontrolle, Tourismus und Petrochemikalien.

Auf dem AL-Invest UnternehmertreffenDas Einführungsseminar bot wichtige Informationen für die Teilnehmer beider Kontinente. Zunächst präsentierte Joachim Giesekus, Leiter des Fachverbandes Photonik und Präzisionstechnik bei SPECTARIS, aktuelle Daten und Trends der deutschen und europäischen Branche. Im Anschluss stellte Virginia Bustos, AL-Invest III Consortium, das EU-Programm AL-Invest vor. Nicht nur Marktdaten sondern auch konkrete Tipps zur Anbahnung von Geschäften in Lateinamerika boten die Vorträge von Paulo-Henrique Boelter, Präsident der Deutsch-Brasilianischen Handelsvereinigung, und Prof. Fernando Kreutz von der brasilianischen Firma FK Biotechnologia. Mit einem Vortrag zum Thema interkulturelles Management bereitete Patricia Cerda-Hegerl, Intercultures, die Teilnehmer für eine möglichst effiziente Nutzung der halbstündigen Gespräche vor.

Im Anschluss hatten die Teilnehmer in mehr als 200 Einzelgesprächen Gelegenheit zum Kontaktaufbau und zur Vorbereitung interkontinentaler Kooperation. Wir wünschen allen Teilnehmern viel Erfolg bei der Weiterverfolgung der Kontakte!

Weitere Informationen zum Unternehmertreffen und zum EU Programm AL-Invest erhalten Sie bei Frau von Samson.